06 junho 2010

Aprendendo sobre Imunoglobina Humana Endovenosa

Imunoglobulina Humana Endovenosa

O processo de implantação embrionária é regido por um balanço entre substâncias “protetoras” (interleucinas TH2) e “agressoras” (interleucinas TH1) secretadas pelas células de defesa materna, que exercem entre outros efeitos o controle da atividade das células Natural Killer (NK) da decídua (nome que o endométrio assume durante a gravidez).

Pacientes com falhas de implantação ou com história de abortos repetidos apresentam um desvio desse mecanismo, predominando substâncias “agressoras”, que induzem a uma hiperatividade das células NK.

Diferentes modalidades terapêuticas podem controlar esse equilíbrio entre substâncias “protetoras” e “agressoras”, destacam-se: imunização com linfócitos e infusão de imunoglobulina humana endovenosa.

A Imunoglobulina Humana endovenosa é a terapia indicada para as pacientes com hiperatividade das células NK. A Imunoglobulina Humana é um hemoderivado preparado a partir de sangue de vários doadores, através de um processo bastante sofisticado para diminuir a chance de transmissão de doenças infecciosas. Possui diversas apresentações e deve ser conservada a uma temperatura entre 4o C e 25o C. Um fator limitante em seu uso é o custo elevado.

Para que se possam ter ótimos resultados é necessário iniciar o uso da Imunoglobulina antes mesmo do período ovulatório ou da transferência embrionária (em ciclos de FIV). Realizam-se as infusões nas seguintes datas: no sexto dia do ciclo de indução, com o teste de gravidez positivo e a cada três semanas até a 12ª semana de gestação.

A Imunoglobulina Humana endovenosa é também indicada para as pacientes com síndrome antifosfolípide e tiveram falhas de tratamento, com uso de heparina ou pacientes com alterações autoimunes.

Cerca de 15% das pacientes podem apresentar reações adversas durante a infusão da imunoglobulina, geralmente na primeira hora. As principais queixas relatadas são: náuseas, vômitos, cólicas abdominais, calafrios, taquicardia e cefaléia.

Vários mecanismos de ação são sugeridos para a Imunoglobulina Humana Endovenosa. Recentemente, houve um crescimento de indicações do uso de Imunoglobulina Humana Endovenosa. É necessário obedecer a protocolos rigorosos para a sua indicação.

Fonte: site da www.imunorepro.med.br

0 comentários:

 
Créditos da Personalização do Template Cantinho do Blog Layouts e Templates para Blogs e Lojinhas Elo 7